Resenha #12 – Papisa Joana – Donna Woolfolk Cross

Oi Gente! E ai?

Papisa Joana é um livro extremamente fascinante! É tão rico em detalhes que fiquei sem ar em diversos momentos! Muito bem escrito, a autora nos mostra como era obscura essa fase da Idade Média, que ficou conhecida como A Idade das Trevas!

 

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Autora: Donna Woolfolk Cross

Editora: Geração Editorial

Páginas: 496

Tradução: Paulo Schmidt

Gênero: Romance Histórico

Acabamento: Brochura

Classificação: 5/5 ❤

 

 

Sinopse: No ano de 814, Idade Média, que ficou conhecida como a Idade das Trevas, as mulheres eram impedidas de estudar, podiam ser estupradas e até mortas pelos maridos. O conhecimento estava sufocado, os países hoje conhecidos na Europa não existiam, nem os idiomas modernos. Cada região tinha o seu dialeto e a língua culta era o latim, herdada do Império Romano, que já havia sido derrubado pelas invasões bárbaras. Foi neste período sombrio que uma mulher passou a maior parte de sua vida vestida de homem, estudou medicina, foi médica do papa e tornou-se ela mesma papisa – durante dois anos. A história da Papisa Joana foi conhecida até o século XVII, quando o Vaticano resolveu apagá-la da história da Igreja. Não adiantou. Dona Woolfolk Cross pesquisou, descobriu os arquivos e achou a história tão fascinante que a transformou num romance, em que aventura, sexo e poder cruzam-se com maldições, guerras e heresias.

(Fonte: Geração Editorial)

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Todo capítulo vem com o Brasão do Estado da Cidade do Vaticano

O livro nos mostra diálogos intensos, com forte teor histórico (que eu amo muito <3), personagens apaixonantes e várias frases em latim. Ao longo da história, conhecemos Joana, uma menina que possuía incrível facilidade em absorver conhecimento. Joana vivia em uma época em que as mulheres que possuíam algum tipo de conhecimento fora o de cuidar de seus filhos, a casa e o marido, eram consideradas aberrações da natureza! Ou até bruxas. Inconformada com sua condição, Joana desafiava seu pai, o cônego, um carrasco que havia dizimado colônias inteiras de povos Saxões para ensinar, usando a força, as Palavras de Deus.

Mateus, irmão mais velho de Joana, era o orgulho de seu pai, inteligente e de bom coração, tinha seu destino traçado: seria aprovado para estudar na escola da catedral em Dorstadt. Joana, fascinada pelo que Mateus estudava, atormentava-o constantemente para que ele a ensinasse a escrever o próprio nome. Mateus relutante se viu convencido pelo enorme poder de persuasão, da pequena Joana (nessa época com cinco anos de idade). Muito esforçada, em dois dias Joana aprendeu a escrever seu nome, e ai não parou mais. Mateus dava pequenas aulas, as escondidas do pai, e logo notou que a inteligência da menina era muito superior a sua. Assustado, mas extremamente orgulhoso, ele prossegui com as aulas, mas não pôde ver até onde a pequena iria, morreu devido a uma doença; (calma não é um spoiler!)

Desgostoso, seu pai, que tinha o sonho de ter um filho estudante da catedral de Dorstadt, força João, o último filho homem, a estudar em casa. Entretanto, João, não gostava de conhecimento, não aquele adquirido por livros, e sim, o conhecimento que se obtinha em campos de guerra, através de uma lâmina afiada, seu sonho era entrar para o exercito imperial.

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Juntos, João e Joana, insatisfeitos, irradiavam ódio por seu pai, João, era obrigado a estudar, enquanto Joana era obrigada a ficar longe dos livros.

Vendo que João não conseguia aprender, não na velocidade de Mateus (e nem perto da de Joana), o Cônego, decide contratar Asclépio, homem de muito conhecimento para ser professor de João. Mas ele só aceita, se for professor dos dois filhos dele, pois Joana, surpreendendo a todos, dá uma breve demonstração de seus conhecimentos, que vinha praticando desde a morte de Mateus. Surpreso e admirado pela menina, Asclépio decide dar aulas para ela, para o desgosto do cônego. Logo Asclépio percebe que terreno infértil era a cabeça de João para os estudos, e a facilidade de aprender de Joana.

João, com ciúmes da inteligência de Joana e pela atenção que ela recebe do Mestre, se torna ainda menos esforçado para aprender e cada vez mais desagradável com a pequena Joana.

No final do inverno, Asclépio é obrigado a ir embora, deixando Joana arrasada e desesperada, pois ainda tinha muito que aprender. Ele lhe promete que irá falar pessoalmente com o Bispo de Dorstadt para que ela fosse aceita na escola. Enquanto isso tem que suportar seu pai, cada vez mais violento e hostil.

Muitas coisas acontecem até que um cavaleiro vem em busca de uma criança, a pedido de Asclépio. O Cônego, sabendo que vinham para buscar Joana, confunde o cavaleiro, fazendo João ir sem seu lugar. Mas Joana não iria desistir de seu sonho e foge de casa para ir junto.

Chegando a Dorstadt, todos estranham uma menina querendo entrar na escola, e acaba tendo um diálogo com o Bispo e o Professor da catedral (um dos melhores diálogos que já li na minha vida!), que acaba convencendo o Bispo e o professor a contragosto, de que merece uma vaga na escola.

A partir daí, a cada página, a história fica cada vez mais interessante! Joana conhece Gerold, um conde, que mora perto da catedral, mesmo ele sendo mais velho, casado e com filhos, Joana começa a nutrir um amor por ele, que com indisfarçável fascinação pela menina, a protege de todos os atos maldosos dos outros alunos da escola.

Os alunos ficam cada vez mais hostis com Joana, pois sua inteligência e lógica surpreendiam todos. João se afastava dela, para não ficar conhecido como o irmão da aberração. Quanto mais conhecimento adquiria, mais inimigos ela arranjava.

Lusus Naturae! – eles a insultavam. – Aberração da natureza!

Dando risada, os garotos a cercaram, empurrando-a para frente e para trás, tentando fazê-la cair. Ela ouviu a voz de João entre as demais, xingando-a. Ela se empertigou, esforçando-se para não chorar. Tal demonstração de autocontrole apenas os exaltou, e eles começaram a bater com mais força. O maior dos garotos atingiu-a com força no pescoço. O golpe desequilibrou-a, e ela lutou para ficar em pé. (p.116)

João, feliz em exercer o que sempre quis, se tornou um dos melhores combatentes nas guerras.

E a amizade de Joana e Gerold aumentava cada vez mais! Ele, nunca tinha visto uma mulher como Joana, agora com seus quinze anos, o encantava, não com sua beleza, pois suas feições eram extremamente masculinas, mas pela personalidade e intelectualidade que nunca vira em ninguém.

Logo, a esposa de Gerold, uma mulher de beleza e malignidade extraordinária, decide afastar o jovem casal, arrumando um casamento arranjado para Joana. Semanas antes da data do casamento ser marcado, Gerold é convocado para uma batalha, deixando Joana, sem tempo de se despedir e sem ter conhecimento do casamento.

Joana é levada a força para a igreja, e durante a celebração, ocorre um ataque viking, que devasta toda a população de Dorstadt, menos Joana.

Ela decide então, fazer uma escolha, que muda sua vida para sempre. Ela se disfarça de rapaz e entra em um mosteiro, sob o nome do irmão, João Ânglico, que morreu tentando defender Dorstadt. Graças à sua inteligência, ela se destaca como médica e erudita. Invejosos surgem por toda parte, e sob a ameaça de ter seu disfarce revelado, parte para Roma, onde que por um acaso se torna médica do próprio Papa!

O livro é cheio de reviravoltas e surpresas! Gerold volta da guerra e vê Dorstadt completamente destruída. Ao ver suas filhas e esposa mortas, seu único pensamento é achar Joana. Ele não se dava conta de quanto a amava, até partir para a batalha.

O que o destino reservará para os dois, só lendo para descobrir (e já antecipo, leia o livro, quando sua agenda estiver livre, pois se começar, não vai conseguir parar!)

Papisa Joana é um livro que nos motiva a nunca desistir dos nossos sonhos! Somos capazes de tudo, quando realmente queremos! E mulheres, lembrem-se: We Can Do It!

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Um ‘Chero’ de páginas de livros pra você!

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